sexta-feira, 30 de julho de 2010

Rotary Club Marília Alto Cafezal

Ser "companheiro” é  mais do que servir ao próximo, afirmam rotarianos


Integrantes do Rotary Club, mostram como é possível realizar importantes ações sociais através da dedicação e da união entre as pessoas

Por Alexandre Lourenção

Buscar integração e dignidade sociais é o principal lema do Rotary Club em todo o mundo. Mas em Marília, os chamados companheiros que integram o Rotary Club Alto Cafezal, tem se destacado pelo brilhante serviço prestado a várias entidades assistenciais da cidade.
O Jornal da Manhã acompanhou uma tarde desses trabalhos, com o preparo da tradicional feijoada do Rotary e pôde verificar o que acontece nos bastidores do mundo rotariano.
O que chama mais a atenção de quem chega é o ambiente do grupo de amigos, que mensalmente se reúne para discutir os trabalhos, as parcerias e quais as entidades receberão os benefícios daquele mês.
Um dos mais experientes membros do grupo, o empresário Pedro Lobo, disse que o objetivo principal da instituição é servir e não importa a quem. “Todos que estão aqui tem essa necessidade de ajudar ao próximo e o legal é que, apesar das opiniões individuais existirem, a compreensão é uma virtude bem presente dentro do nosso grupo”, afirma Lobo. Segundo ele, a cada evento realizado pelo grupo, o resultado é muito satisfatório, e isso justifica o sonho coletivo.
Durante o preparo da feijoada, que é um dos mais famosos eventos rotarianos, cerca de 60 pessoas (divididas entre companheiros e esposas, amigos e voluntários) se dedicam durante os três dias na elaboração dos alimentos, desde a compra e escolha dos produtos até a montagem das porções para comercialização, que normalmente acontece no domingo.
O clima de harmonia e organização é muito visível para os visitantes, pois os grupos se dividem em diversas tarefas, enquanto um vai cortando e separando os ingredientes, outro vai mexendo os inúmeros caldeirões de feijão, etc.
Um dos voluntários que se mantém firme nos trabalhos é o empresário Aldo Repetti, que há alguns anos, foi convidado a participar das reuniões. “Quando cheguei aqui, a primeira coisa que percebi foi uma forte integração entre as pessoas, o que me fez sentir em casa, disse Repetti. Depois de um tempo e sempre com a ajuda amigos, os rotarianos conseguiram alguns equipamentos industriais e passaram a elaborar três vezes mais refeições. Das 300 que eram feitas, o grupo atingiu a grande marca de 900 porções produzidas. “O bom é que cada amigo de um companheiro ajuda de alguma forma. É muito gratificante estar aqui nesse grupo. Só peço a Deus que dê tudo certo a cada evento, pois, no final é muito bonito. É uma sensação indescritível quando chega no final do dia e conseguimos vender tudo... o clima é de forte emoção e todos nos reunimos e rezamos para agradecer o sucesso da nossa missão” relata emocionado o empresário.
Flávio Dalálio, que freqüenta o Rotary Club Marília Alto Cafezal desde 1990 (dois anos após a fundação) ressalta a qualidade da feijoada produzida pela entidade, que é devidamente orientada por uma nutricionista e que todos os ingredientes são comprados para não haver nenhum tipo de risco alimentar. Durante a entrevista, o bem humorado comerciante, lembra de uma noite longa em que estava junto com os amigos terminando o preparo de uma feijoada, quando às quatro horas da madrugada, ele resolveu “descontrair” o ambiente e foi dar um susto nos colegas, se vestindo como a tal “Mulher de Branco” (personagem de uma lenda que teria sido atropelada e morta por um caminhoneiro que não prestou socorro e, que então, vivia assombrando as estradas brasileiras). Ele lembra que na época, era o assunto na imprensa nacional. Dalálio saiu pelos fundos sem que ninguém percebesse, foi até o portão principal e começou a chamar e gritar na frente do prédio que ele (a Mulher de Branco) queria a feijoada. Segundo relata, diante da situação e assustados, os companheiros trancaram as portas e janelas e ninguém foi atender o portão. Em seguida, Flávio voltou com as roupas nas mãos e explicou que se tratava de uma brincadeira, tanto que deixou um recado escrito no espelho do banheiro masculino: “Eu amo todos vocês, meus irmãos”.
Dalálio disse que para ele, o Rotary é uma extensão da sua casa e que a esposa e os filhos também participam dos muitos eventos realizados.

A História do Rotary

Rotary é uma organização de líderes de negócios e profissionais, unidos no mundo inteiro, que prestam serviços humanitários e ajudam a estabelecer a paz e a boa vontade entre os povos. O significado veio do idioma inglês, que é rotativo, giratório, circulatório e nasceu no início do século XIX, em Chicago – EUA (cidade então dominada pela ignorância e egoísmo, crimes e vícios) através do jovem advogado Paul Percy Harris, que percebeu a urgente necessidade das pessoas fazerem amigos que se ajudassem mutuamente.
Em 1917, passou a a se chamar Rotary International e no final do mesmo ano, foi fundado o primeiro Rotary Club do Brasil, no Rio de Janeiro. Em Marília, desde 1988 (Alto Cafezal) a organização já ajudou diversas entidades, como o abrigo de idosos Mansão Ismael, a Associação Filantrópica, a Creche da Juventude Católica, a Fundação Municipal de Ensino Superior (FUMES), o Educandário Bento de Abreu S. Vidal, Hospital Espírita, o Instituto de Oftalmologia da Faculdade de Medicina, O Amor exigente (auxilia as famílias de dependentes químicos) e o centro Espírita João de Camargo. O Rotary ajuda ainda na manutenção de um Banco de Cadeiras de Rodas e Muletas, que cede gratuitamente esses equipamentos às pessoas necessitadas.
Um dos maiores eventos do Rotary é a Festa da Criança e, há 13 anos, reúne centenas de crianças de Marília e região. Durante todo o dia, elas participam de brincadeiras e recebem muitos presentes. Há também uma intensa freqüência de jovens no Programa de Intercâmbio Internacional.
Para os interessados em conhecer mais sobre o Rotary Club Marília Alto Cafezal, a sede social fica na avenida Brigadeiro Eduardo Gomes, 3255, Vila Romana. O telefone é (14) 3422-3622 e o site é www.rotaryaltocafezal.org.br.